Brasil: Estratégia de aquecimento solar industrial

Aquecimento solar industrial é um segmento crescente no mundo todo com pelo menos 817 plantas em operação até o final de 2019, mas apenas uma construção no Brasil. Para estimular discussões entre políticos e investidores sobre o mercado de aquecimento solar em processos industriais (SHIP), o Solar Payback publicou uma Estratégia de Aquecimento Solar Industrial (veja no folheto em anexo). A página 8 do folheto ilustra como 7.5 milhões m² de área de coletores podem ser adicionados nos próximos cinco anos sobre três principais setores industriais que são de alimento e bebida, químico, e papel e celulose.

A estratégia é baseada em cálculos que avaliaram a viabilidade econômica de mais de 50 estudos do caso. Eles incluiram dados médios do mundo real sobre irradiação, preços de combustível, custos de equipamentos solares, taxas de juros de empréstimo, entre outros fatores.

O gráfico a seguir tirado da Estratégia de Aquecimento Solar Industrial ilustra o potencial técnico do aquecimento solar em processos industriais (SHIP) nas indústrias selecionadas. Antes de projetar um sistema SHIP otimizado, deve-se levar em conta o potencial de recuperação de calor residual – o que é normalmente entre 25% e 35% da demanda restante – é requerido. Considerando uma área de 1,000 m² de coletor produzindo em média de 758 MWh no Brasil, 7.5 milhões m² são necessárias para cobrir as demandas de aquecimento em ações marcadas em amarela em Alimentos e Bebidas (2.9 million m²), Químicas (1.9 million m²) e Papel e Celulose. (2.7 million m²).

Quais ações são necessárias para implantar 7,5 milhões de m² de forma rentável?
Essa é a questão chave para ser respondida na estratégia. Uma planta SHIP é considerada lucrativa se a TIR (Taxa Interna do Retorno) for maior do que o WACC (Custo Médio Ponderado do Capital Próprio e Capital de Depto), ou seja, o que significa que o retorno da taxa líquida excede o custo da finança.

A lucratividade depende fortemente sobre qual combustível até agora forneceu energia térmica em empresas de manufatura e em quais temperaturas. Os cálculos do estudo do caso mostram que o SHIP já se tornou um custo competitivo em fábricas movidas a GLP, mas linhas de crédito concessionais de doadores internacionais são necessárias para aumentar as TIRs nas fábricas que usam gás, combustível e óleo.

Finalmente, três medidas são identificadas que são necessárias para implementar a Estratégia de Aquecimento Solar Industrial e as ações dependem do tipo de combustível e da faixa de temperatura do calor necessário na fábrica (veja o gráfico de pizza abaixo).

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