“Apenas para aumentar a implantação chave seja endereçar a questão das garantías”

Na fase finaI do Solar Payback no Brasil, os parceiros locais – AHK and Abrasol – entrevistaram os principais interessados do setor financeiro sobre sua atitude em relação ao calor solar para processos industriais (SHIP): Alberto Oliveira Coqueiro, Gerente de negócios, Banco do Nordeste, Brasil ( à esquerda) e Fabiano Lemos Gamarano Penna, Engenheiro Eletricista, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Neste artigo, publicamos respostas selecionadas de ambos os especialistas.

Você concorda que a tecnologia solar térmica é uma solução rentável para cobrir a demanda de calor nos processos industriais? Por favor, justifique a sua opinião.

Alberto Coqueiro: Sim. Diversos processos industriais que necessitam de calor, o fazem com energia convencional, inclusive fóssil e/ou acessando o mercado cativo das distribuidoras de energia solar. Pela tecnologia, é possível reduzir o custo de energia térmica de forma sustentável e aproveitando o enorme potencial do Brasil.

Fabiano Gamarano: A viabilidade de qualquer solução técnica sempre irá depender dos diversos parâmetros envolvidos no processo e seus custos associados. No caso específico da tecnologia solar térmica, seria preciso levar em conta principalmente o custo dos insumos que vinham sendo usados para gerar calor na indústria e que serão substituídos, a disponibilidade de irradiação solar no local e a temperatura que se deseja atingir ou que seja necessária para o processo industrial em questão. Desta forma, acredito que projetos onde o calor a ser entregue seja de baixa temperatura, encontrem na tecnologia solar térmica uma solução com maior potencial de rentabilidade, quando comparado a projetos que envolvam temperaturas mais elevadas.

Na sua opinião, quais medidas de apoio são necessárias para aumentar a implantação de usinas de aquecimento solar industrial no Brasil? Por favor, justifique a sua opinião.

Alberto Coqueiro: É necessário facilitar as condições de financiamento, desenvolver a cadeia de fornecimento local e conceder créditos e incentivos fiscais e ambientais para as empresas que investem na tecnologia.

Fabiano Gamarano: Não apenas para aumentar a implantação de usinas de aquecimento solar industrial no Brasil, mas também para aumentar o número de projetos envolvendo ações de eficiência energética como um todo, acredito que um ponto chave seja endereçar a questão das garantias. Em outras palavras, como fazer com que as empresas interessadas na implantação desses projetos tenham melhores condições de ofertar garantias a seus respectivos credores? O BNDES, em parceria com Laboratório de Inovação Financeira e com o PROCEL, está desenvolvendo o FGEnergia, um Fundo Garantidor voltado justamente para projetos de eficiência energética. Usinas de aquecimento solar industrial no Brasil, por sua vez, estariam muito aderentes aos obejtivos desse Fundo.

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